quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Gladys Zender inaugura a trajetória das latino-americanas no MU

The first latin-american crowned Miss Universe opened the road for more others

Em 1957, Gladys Zender, Miss Peru,  foi coroada a primeira Miss Universo latino-americana, inaugurando a trajetória de sucesso da região abaixo do território americano no concurso, após especulações de que o certame apenas dava prêmios de consolação às latinas, uma vez que a brasileira Marta Rocha havia ficado em 2º lugar em 1954 e a salvadorenha Maribel Arrieta Gálvez havia ficado em 2º em 1955. Já em 1957, não só a peruana venceu, como outra latina, a brasileira Teresinha Morango, ficou novamente com o 2º lugar. No entanto, ao longo dos anos, o Peru não provou seu poderio perante os concursos, porém as latino-americanas o fizeram. Em 2007, quando perguntaram a Riyo Mori qual tinha sido sua maior dificuldade para chegar à vitória, a bela japonesa teria respondido: "vencer as latino-americanas".

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Para onde vão os concursos de beleza?

The real beauty is more than a beautiful face

 

Após a eleição de Elizabeth Mosquera como Miss Internacional 2010 - e muitas críticas nos fóruns missológicos sobre isso - e após uma década com várias escolhas equivocadas - segundo muitos fãs e missólogos - resta perguntar: para onde vão os concursos de beleza? Talvez fosse melhor perguntar: nos concursos de beleza, a beleza ainda é o fator mais importante?
Não! Pelos resultados, não, e a organização do Miss Universo, em suas andanças pela Argentina na busca de uma sede para 2010, deixou claro: "beleza é importante, mas não é tudo. Também queremos uma miss com atitude e inteligência". Portanto, fãs e missólogos podem se preparar para muitas surpresas - algumas gratas e outras ingratas - nos próximos anos!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

As novas potências mundiais da beleza

Which countries are the new world powers of beauty?

Chega ao fim a primeira década do novo século e enquanto no Brasil fãs e missólogos questionam e criticam os resultados das misses brasileiras, e coordenadores tentam - ou não - encontrar novas fórmulas e formatos para fazer escolhas mais adequadas aos concursos de grand slam internacionais, alguns países vêm se firmando, equivocadamente ou não, como possíveis grandes potências mundias da beleza. Certo, nada se pode afirmar, mas se mantiverem os mesmos resultados, os veremos várias vezes nos tops nos próximos anos. Em ordem alfabética:
África de Sul - teve boas misses, entre elas Tanzey Coetzee (2008), Tatun Keshwar (2009) e Nicole Flint (2010) que fizeram top no Miss Universo e Miss Mundo em seus respectivos anos. Se continuarem com esse desempenho, bem provavelmente elegerarão uma MU ou MW nos próximos anos;
Austrália - o desempenho foi bom, principalmente no Miss Universo com Jennifer Hawkins (2004), Rachel Finch (2009) e Jesinta Campbel (2010). Na época do concurso nacional, olhos do mundo todo se voltam para as australianas;
França - Chloé Mortaud conseguiu top no MU e no MW em 2009 e em 2010 Malika Ménard e Virginie Dechenaud fizeram o mesmo, nos concursos respectivos. Detalhe: com uma organização renovada desde 2005, o concurso parece estar acertando a mão;
Irlanda - o país levou a coroa de Miss Mundo em 2003, com Rosanna Davidson. Além disso, 2010 foi grande para as irlandesas, com o furor provocado por Rozana Purcell no MU e Emma Waldron no MW. Ambas poderiam ter chegado mais longe do que foram, mas no andar da carruagem, não será uma surpresa se vencerem novamente um dos certames de grand slam em pouco tempo;
México - os bons resultados das mexicanas e o empenho de Lupita Jones poderiam ter sido coroados em 2009, se Perla Beltrán tivesse vencido o MW. "Injustiça", bradou meio mundo, quando a mexicana ficou em 1st. Porém, Ximena Navarrete, eleita Miss Universo 2010, parece ter-lhe feito justiça - se é que isso é possível! Além delas, Anagabriela Mendoza (2010) e Priscila Perales (2008) merecem destaque pelas coroas de Miss Internacional. Elisa Nájera, Laura Elizondo, Carolina Morán e Dafne Molina completam o rol pelos tops que deram ao país. E por aí vai... entre tantas belezas mexicanas, o que será que vem pela frente?;
República Dominicana - Amélia Vega, eleita Miss Universo em 2003, iniciou a boa década para as dominicanas. Em seguida vieram Mariane Cruz, Ada Aimeè de La Cruz no MU e Claudia Julissa Rodriguez, 1st no MW 2004. Veremos o que vem por aí, mas sua organização também reestruturada, tem colhido bons frutos;
Rússia - Oksana Fedorova, Miss Universo 2002, inaugura os bons resultados da Rússia, que ainda elegeu  Ksenia Sukhinova Miss Mundo em 2008. Além delas, vale destacar Irina Antonenko e Irina Sharipova, entre outras.
Ao lado desses países, as velhas potências Venezuela e Porto Rico, que vão bem, obrigada! As outras duas potências, EUA e Índia estão na corda bamba. A terrinha do Tio Sam foi apenas médio na década, com Shandi Finessey e Alexandria Mills. Já Índia pode ser salva pelo congo se Nicole Faria - que alguns querem ver no Miss Universo em breve - for eleita Miss Terra 2010.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A imbatível Venezuela e o final da década



Com o título recém conquistado no Miss Internacional, a Venezuela fica com quase inatingíveis 18  títulos de grand slam. Em segundo lugar vem os EUA com 13 títulos importantes. O Brasil está com 6 títulos e em destaque por ter vencido, juntamente com a Venezuela, os quatro entre os quatro grandes. Hoje, a lista dos primeiros está assim: 1º) Venezuela - 18; 2º) EUA- 13; 3º) Porto Rico - 7; 4º) Índia - 7; 5º) Austrália - 7; 6º) Filipinas - 7; 7º) Reino Unido - 7; 8º) Suécia - 6 e 9º) Brasil - 6. Bem, com isso, pelo menos o Brasil continua no Top 10, porém, como o Miss Terra vem pela frente - com outra venezuelana entre as mais cotadas - provavelmente haverá mudanças, principalmente seu um desses nove países vencer.
No mais, o ano está chegado ao fim, o que para alguns missólogos e fãs brasileiros significa dizer "graças a Deus", já que o país novamente ficou fora dos principais tops. "Questões políticas", dizem uns. "Os jurados não sabem escolher", dizem outros. No entanto, há de se convir que realmente poucas foram as boas representantes brasileiras nessa década e as melhores realmente se destacaram: Priscila Meireles - a melhor de todas - Larissa Ramos, Natália Guimarães, Gislaine Ferreira, Rafaela Zanella e Jane Borges. Há outras que fizeram top, mas quase de forma irrelevante. O relevante seria ter conseguido pelo menos um título de MU e MW, o que vai ter que esperar não se sabe até quando. Isso porque EUA está indo num bom caminho para o MU. Venezuela também fez uma boa escolha, apesar de ser difícil fazerem outra MU tão logo, a não ser que o Trump espere por outro abaixo-assinado circulando pela internet. Já no Miss World a coisa pode ser diferente. Para os venezuelanos, o terceiro lugar da señorita Vasini em 2010 já significa que receberão a coroa de Morley em 2011.

Carol Morris e seu anonimato


A americana Carol Morris, Miss Universo 1956 e única Miss Iowa a vencer o MUSA é considerada, até hoje, uma das mais belas de todos os tempos. Também pudera, afinal no auge da sua beleza tinha todo ar de uma diva de cinema dos anos 50. Estranhamente - ou nem tanto - após uma carreira de cinema que não veio, Carol casou-se com um texano e foi viver no Texas, mantendo uma vida reservada desde então. Apenas uma vez ou outra participou, como jurada, de algum concurso de beleza. No Iowa, no entanto, até hoje seus conterrâneos não a esquecem e de certa forma, esperam sua volta. O jornalista Judy Krieger, do jornal The Ottumwa Courier, chega a afirmar: “Quem sabe algum dia Carol Morris ainda volte para cá.”

A Miss USA 2011 e a questão de honra


Desde a eleição da Miss Michigan 2011, há cerca de dois meses atrás, olhos de fãs e missólogos do mundo todo se voltaram imediantamente para os EUA, não só porque a miss é muito bonita, mas também porque a não classificação de Rima Fakih, MUSA 2010, ao Top 15 parece aumentar as chances dos EUA serem, desde já, o grande candidato ao título de 2011. Na verdade, o assunto parece ser uma "questão de honra", já que o país não vence há 13 anos - a última vez foi com Brook Lee em 1997. E mais: com a eleição de uma americana, Alexandria Mills, pelo antigo rival Miss World, essa questão de honra parece aumentar. Então, desde que o MUSA faça a lição de casa com todo empenho, a Miss USA 2011 já parte como grande favorita, mesmo sem estar eleita.
Leia também artigo no Missosology, A política influencia no desempenho dos EUA?